O Livro dos Dias

sexta-feira, novembro 11, 2005

Picadeiro!

Tô com vontade de escrever, mas sem inspiração. Vamos ver o que acontece.

Os dois amigos fizeram planos para o futuro. Eles gostavam muito da companhia um do outro e gostariam de poder partilhá-la durante toda a vida, mesmo que morassem longe, mesmo que vivessem em países distantes. Os bons momentos passados na juventude, quando ainda não tinham noção alguma do que fazer com suas vidas (não que agora estivessem certos a este respeito) os faziam querer estar sempre lado a lado.

“Só deu para ouvir foi aquela explosão, e os pedaços do opala azul de Johnny pelo chão”. Lembravam-se das manhãs ensolaradas e preguiçosas, quando estudavam por obrigação e se divertiam para espantar o sono e agüentar as chatices dos professores. As tardes não eram preguiçosas, mas difíceis. Tentavam fazer do estudo de química, física, matemática e língua portuguesa algo prazeroso. E não era nada legal ficar em cima de livros e mais livros – aqueles números e predicativos do sujeito não faziam sentido! Mas conseguiam se divertir e dar muita risada. Parece que colocavam os logaritmos em um picadeiro e as velocidades relativas das formigas em ponteiro de relógio em cordas bambas. Desta forma, sentiam-se em um circo, onde todas as dificuldades desfilavam e eles apenas assistiam, rindo e não se preocupando. Afinal, o futuro estava longe. E, por enquanto, tudo era apenas um vago vislumbre.

“...quando me lembro de você, que acabou indo embora cedo demais”. Mais importante do que aprender que todo composto químico tem carbono era saber que estariam ali, para sempre, um ao lado do outro. Muitas poesias estudadas seriam esquecidas, bem como todas as fórmulas matemáticas, mas os momentos ficariam registrados nos corações e em suas mentes. Em alguns anos, muitos números teriam perdido importância, mas não as tardes passadas na sorveteria, com o objetivo único de “estudar para a prova”.

Mas muita coisa mudaria, não apenas a localização geográfica. Eles não se esqueciam daquele desejo de permanecer perto, mesmo que estivessem distantes. Mas eles nunca, jamais, de maneira alguma, haviam pensado na hipótese de não estarem mais por perto, de não serem mais presentes um na vida do outro. Para eles, isso estava fora de questão, não era uma hipótese possível.

Na última vez em que se falaram, a saudade já era grande. Afinal, a vida estava começando a ter sentido e eles, como era de se esperar, já estavam bem longe. Um, na região sul do Brasil. Outro, na região norte dos Estados Unidos. Havia continentes entre eles, mas não havia fronteiras suficientes àquela amizade...Não se cansavam de fazer planos e continuar rindo das dificuldades que sempre se apresentavam no picadeiro da vida. Combinaram de se ver no final do ano, quando provavelmente estariam no mesmo lugar, ou ao menos, no mesmo estado do Brasil. O programa seria dançar forró! Sim, ele estava aprendendo e ela não acreditava!

“Lembro das tardes que passamos juntos, não é sempre mas eu sei que você está bem agora.” A dança, no entanto, fora adiada e a data ainda não é conhecida. Os planos não foram esquecidos, mas todos foram postergados e alguns cancelados. Por maior que fosse a vontade de estarem perto um do outro, por maior que fosse a fé, a vida encarregou-se de mudar os planos. Agora, não apenas as fórmulas e palavras foram deixados para trás. A esperança de se encontrarem logo e o forró prometido, também.

“Só que neste ano o verão acabou cedo demais.” Mas as tardes ficaram, os estudos na sorveteria continuam vivos na memória. E até a chatice dos professores é ecoada nas lembranças daquelas manhãs preguiçosas e ensolaradas. Ah, e claro, as dificuldades continuam a passar em minha frente, em um verdadeiro picadeiro. E eu...continuo a rir delas. Foi algo que aprendi!

segunda-feira, outubro 17, 2005

No toca-CDs...

CD escolhido; uma tarefa difícil quanto se tem tantas opções e quando cada opção representa tanto – um momento, um cheiro, um afago, um lugar. Música escolhida; o que é ainda mais árduo quando se quer isolar apenas uma lembrança, dentre tantas e tão belas imagens que a mente acolhe carinhosamente.

Tudo isso para começar a escrever um texto – este mesmo - que mais uma vez se trata de canções, cenas provenientes de obras-primas e tão boas sensações. O cuidado com a seleção da música – que ocupa o toca-CDs por estes breves momentos - tem uma explicação: a vontade de fazerem palpáveis os sentimentos. Difícil...Afinal o que se vai dentro, bem ali no fundo, não pode ser tocado com as mãos.

Mas a necessidade é realmente esta - pegar com as mãos tão bons sentimentos, tão belas lembranças, tão graciosas imagens e aconchegantes canções e colocá-las para fora, expô-las a todo o mundo.

Não, isso não é egocentrismo ou exibicionismo. É apenas o desejo de que as pessoas sejam melhores, passem a sorrir mais, a cantar sozinhas enquanto tomam banho, enquanto tomam café ou quando saem para trabalhar sob aquela chuva imperdoável. É o anseio de que cada um e cada uma saibam o que é ter câibras nos ossos da face por permanecer com aquele riso no rosto, por manter por horas a fio a cara de “embasbacado”. É a tentativa de fazer com que cada um experimente as borboletas no estômago, as nuvens de algodão doce sob os pés e o vento que acaricia e leva e traz suas músicas preferidas.

Como em um filme surreal, tudo fica devagar ao seu redor. Os carros, ônibus e trens, os vendedores ambulantes, as pessoas que atravessam as ruas e aquelas que correm para não se atrasar, se movem em câmara lenta, como se dançassem uma valsa - todos em perfeita sincronia. E mais, eles dançam sem música, porque não há som, apenas ruídos que vêm baixinho de muito longe...ruídos que você sabe, são os acordes de sua cena preferida, da foto mais bonita que está guardada em sua mente. Apenas você se move, enquanto tudo gira ao seu redor e você flutua.

É como se você tivesse sido colocado em um quadro de Dali, cujas cores são muito vivas e te impressionam. E o que você faz neste cenário? Bom, você não precisa fazer nada, pois o Amor está fazendo tudo por você! Tudo o que você faz é curtir o momento, abrir-se ao que te toma, aguçar os sentidos para não perder nada. É bom fechar os olhos e sonhar, mas você está descobrindo que é muito melhor manter os olhos abertos. E também os ouvidos atentos, as mãos disponíveis, o coração entregue...

“I feel like dancing on my own,
Where no one knows me, and where i
Can cause offence just by the way I look
And when I come to blows
When I am numbering my foes
Just hope that you are on my side my dear.”

(There´s too much love – Belle e Sebastian)

quarta-feira, setembro 28, 2005

Yellow!!!

Em uma das tantas vezes que me perdi ouvindo Yellow, do Coldplay, quando estava longe, saiu o texto abaixo:

Era exatamente aquilo que ele sentia dentro do peito e não conseguia expressar. A música dizia tudo: "Por você eu daria todo o meu sangue." A certeza de tão grande sentimento o invadia e inundava todo seu ser. Nunca sentira nada parecido e tinha medo desta felicidade imensa.

Deixou a música tomar conta de tudo, enquanto sentia a grama gelada nas costas. Colocou os chinelos sob a cabeça e acomodou-se melhor, para sentir o que lhe tomava. Os acordes da guitarra o faziam lembrar. Fechou os olhos e abriu os braços, tateando as flores.

Recordou-se dos primeiros olhares e do primeiro beijo. Para ele, aquele beijo era inesquecível. Acontecera em uma noite chuvosa, ao som de uma música especial, com um alguém ainda mais especial.

Desde a primeira canção compartilhada, sua vida não era mais a mesma. Outras canções vieram e o sol passou a brilhar mais, bem como o céu ganhou um novo azul. Os filmes tornaram-se obras-primas, em que os personagens ganhavam vida e saíam da tela. Lembrou-se de uma ocasião quando conversou com os personagens, enquanto tomava um cappuccino. Riu.

Os lugares também agora tinham um encantamento diferente. O novo era compartilhado e o já conhecido tornava-se inédito por conta das emoções nunca antes experimentadas. Seus pensamentos antes limitados ao presente e ao trabalho agora se expandiam. Sua mente acolhia belas lembranças, acontecimentos cotidianos e surpresas diárias, além de sonhos até então não imaginados. Presente, futuro e passado misturavam-se e ele sentia-se flutuar neste turbilhão.

Tudo o que queria era viver. Tinha sede de recordar, de estar, de ser, de experimentar. Tudo muito bem acompanhado. Sempre fora feliz, com ressalvas. Agora não havia vírgulas. Experimentava a felicidade plena, repleta de exclamações!!!

"Tento o mar que leva e traz sem parar. Seu ruído rosa me comove, me faz lembrar que o amor é estranho." (Pato Fu - Ruído Rosa)

segunda-feira, maio 02, 2005

Até logo!!!

“Mas ontem eu recebi um telegrama. Era você de Aracaju ou do Alabama, dizendo – Nêgo, sinta-se feliz, porque no mundo tem alguém que diz que muito te ama, que tanto te ama, que muito te ama, que tanto tanto te ama. Por isso hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom-dia, de beijar o português da padaria.”

Arrumando as malas, enchendo-as de esperança, receios, alegria e medo, dei-me conta que todas as situações nos impõem coisas boas e outras não tão boas assim. Mas apesar destes aspectos um tanto quanto obscuros e tristes, não há porque retroceder e deixar de experimentar, de tentar, de viver.

O que me faz pensar em não viver o novo é o que fica para trás (geograficamente falando), são aqueles que amo, com quem me importo e de quem sinto falta mesmo quando estão ao meu lado. Sentir falta de pessoas, lugares e situações familiares é o que amedronta e faz pensar em não dar o passo à frente. No entanto, as razões que me impelem a prosseguir são exatamente as mesmas – o amor, a saudade, a vontade de ser e fazer os que amo felizes. É pensando em ter mais a oferecer àqueles tão queridos, em termos de experiência, vivência, sentimentos amadurecidos e a vontade de estar sempre junto, que me encoraja a viver, mesmo que ocasionalmente não tão perto, embora muito, muito próximo.

Pensando neste amor, no carinho, nos bons momentos, nos sorrisos conhecidos e queridos, abro-me a novos caminhos, que espero também repleto de sorrisos e carinho. Mas que o caminho já conhecido volte a ser em breve o meu, para de novo vivenciar nossas canções, descobrir momentos bons, sorrir e ter de volta olhares onde o que se vê é muito amor e apenas isso.

Érica França (Trecho de Telegrama – Zeca Baleiro)

terça-feira, abril 19, 2005

Sonho familiar

Espreguiçou-se e não soube por quanto tempo estivera dormindo, em uma tentativa de fugir das sensações que haviam-na assaltado de súbito. Ao levantar-se da cama e perceber que já era quase noite, lembrou porque havia ido para debaixo dos lençóis. Quando acordara pela manhã, tinha estranhado tudo. Não reconheceu o apartamento onde morava e mal se lembrou de quem eram aquelas expressões surpresas que a encaravam. Decidiu ir caminhar e aproveitar o sol que se apresentava solícito.

Ao chegar na rua, o ar tinha outro cheiro e as árvores não estavam verdes da maneira que deveriam estar. Enquanto andava, observava pessoas em sua corrida matinal, outras preparando-se para ir ao trabalho e algumas ainda cuidando do jardim. Gostava de tudo aquilo, ficava curiosa com a vida de cada um dos observados. Mas nada lhe era familiar. Queria conversar, trocar idéias com alguém que lhe entendesse e compartilhasse de suas músicas preferidas, de seus filmes favoritos. Mas o amigo não morava mais ao lado, nem a amiga ou a mãe poderiam atender ao telefone naquele momento.

Por instantes, quis fugir da solidão, deixar para trás as pessoas com suas histórias de vida curiosas e as experiências que estavam por vir. Queria se livrar da vontade de conhecer novos lugares e voltar a locais e situações já conhecidos. Sentia falta de pessoas, de cheiros, de tons de vozes, de sons e canções. "O nosso amor já sabe ler e escrever. É grande o bastante pra deixar a gente viver".

Andou mais um pouco e desistiu de tentar encontrar algo que lhe remetesse a bons momentos. Nada mesmo lhe era familiar e ninguém parecia se importar com a tormenta que sentia internamente. Voltou para casa, deitou-se para ler o jornal do dia, mas não estava realmente preocupada com o que acontecia, e adormeceu. Foi quando pôde rever os amigos e viver em um local conhecido, com aromas e notas que já se tornaram imprescindíveis em sua vida.

Acordou. O mesmo apartamento agora tinha um ar diferente e as expressões antes não reconhecidas agora eram sorridentes - sorrisos que se tornaram familiares. Ligou o rádio e sem se preocupar com a surpresa que causaria, dançou, pulou e cantou: "Quando te vi, morri de rir da tua risada. Mal percebi, que além de ti, não via mais nada".

Érica França (trechos de "Sete Anos" - Ludov)

segunda-feira, abril 04, 2005

Atitudes

O céu estava ficando cada vez mais escuro, o que não demoveu Matheus da idéia de caminhar pela avenida Paulista. Apesar do trânsito caótico e do ar "estressado" do local, ele gostava dali, sentia-se em paz e conseguia pensar. A imensidão dos prédios podia ser assustadora, mas ela o levava a olhar para o alto, coisa que ele raramente fazia. E vendo o céu, fazia-se perguntas que não podiam ser respondidas, mas que o faziam pensar na sua vida e no rumo que estava dando a ela.

Ao caminhar displicentemente, ora balbuciando suas conclusões a si mesmo, ora tentando se lembrar da canção preferida de alguns anos atrás, esbarrava nas pessoas. Percebia que nem todos tinham aquela calma e paciência que agora lhe acometiam. Via rostos cansados, olhares preocupados, feições sofridas e desoladas.

Por alguns instantes, tentou parar de procurar respostas completas para situações tão instáveis e passou simplesmente a ouvir. Ouvia de tudo e ria porque nada fazia sentido naquele local, naquele momento, naquela mente.

"Então, você a viu? Ela está namorando aquele cara mala do terceiro colegial?." "Onde vamos parar com estes preços tão altos?." "O CD atual dos caras não é tão bom assim, mas o que será lançado está prometendo." "Pois é, isto foi dito mesmo durante a reunião de ontem." "Não entendi, parece que precisa de uma fumaça branca para que o papa seja escolhido." "O time estava uma bosta, jogou mal mesmo, tinha que perder."

Tentando imaginar quem seriam aquelas pessoas e se elas teriam tantos problemas como ele, sentiu algumas gotas de chuva, que logo se transformaram em uma verdadeira tempestade. O trânsito já caótico ficou absurdamente confuso, as pessoas já estressadas tornaram-se ainda mais mal-humoradas e ele...bem, ele decidiu sentar sob um toldo e esperar que a chuva amainasse, para poder continuar caminhando.

Sob o toldo laranja da lanchonete, pensou nas conseqüências recorrentes da chuva, como enchentes e desabamentos, e ouviu, vindo de dentro da lanchonete, um garoto pedindo que lhe pagassem um pastel. Sentiu um aperto dentro de si. E não sabia se ficava feliz pelo sentimento de piedade ou se sentia mal com ele, culpado por tantos problemas à sua volta, como se não já lhe bastassem os seus.

Meia hora depois e a chuva parou. Matheus voltou a caminhar, falando sozinho, cantando, olhando para o céu, questionando-se sobre os próprios problemas, sobre as questões que pairavam sobre o mundo. Para ele, tudo parecia perdido.

Atravessou a rua. Em frente a uma árvore, avistou um menino. Parecia ter seus oito anos e tinha ao lado da mureta em que estava sentado, uma caixa de balas de goma. Provavelmente, estaria vendendo-as a mando de algum adulto inconseqüente, pensou. O garoto saboreava um cachorro quente, munido de uma vontade voraz. No entanto, apesar da visível fome, parou de comer quando um cachorro parou à sua frente, implorando-lhe com o olhar por um pedaço do sanduíche.

O garoto parou. Matheus também ficou paralisado na calçada, a alguns metros da cena, apenas observando seu desfecho. Nem a chuva, a fome, a vida nem sempre fácil tiraram a bondade daquela criança, que repartiu o pão e entregou a metade maior ao cachorro. O menino o observou comer e ainda lhe acarinhou a cabeça, como se pudesse entender o que se passava ali dentro. Levantou-se e se dirigiu ao farol, tendo o cachorro ao lado. Havia ganhado um novo amigo e exprimia alegria.

Na mesma mureta onde o garoto dividira a esperança com um pequeno animal, Matheus se sentou. E pensou que, na vida, não precisa pensar tanto assim. As atitudes frente às situações que se apresentavam é que realmente faziam diferença.

segunda-feira, março 28, 2005

Fotografias

As fotografias são uma das melhores formas de registrarmos momentos especiais, guardar acontecimentos que não mais voltarão. Quando capturamos uma cena, um lugar, uma pessoa, podemos trazer de volta a sensação que sentimos quando vivemos aquele momento, conhecemos o local ou encontramos a pessoa. Mas há certos espaços do tempo, certas cenas que a mente captura, que nenhuma fotografia é capaz de reproduzir.

Enquanto uma câmera fotográfica capta imagens belas e dignas de serem recordadas, a mente capta sentimentos, que por mais que se queira, não se mostram em nada palpável. Lembro-me da viagem que fiz a São Thomé das Letras - lugar realmente admirável - na Semana Santa. Estive relembrando de todos os momentos vividos e pontos visitados e percebi que, apesar das fotos que fizemos (que devem estar fantásticas), há imagens que ficaram dentro de minha mente e estarão aqui para sempre, mesmo que não sejam nunca impressas ou reveladas em papel fotográfico.

Olhando toda a cidade, de cima do mirante, não deixamos de tirar uma foto, para guardar a imagem e poder se lembrar da imensidão verde e do céu azul. Mas o vento que senti durante aqueles minutos, o calor do sol e a agradável sensação de uma companhia mais que perfeita ficaram muito bem registradas em minha mente - e apenas ali. E tal registro não se apagará com o tempo, nem mesmo se tornará amarelado. É um dos registros que me encorajarão a continuar vivendo, procurando alegrias mesmo diante de diversidades.

Outra ótima fotografia (da minha memória) é a de um cachorro nadando na Cachoeira da Eubiose. Enquanto muitos se lembrarão do lugar maravilhoso, da cascata e da água cristalina, não vou me esquecer daquele cachorro divertindo-se na cachoeira como se fosse a melhor coisa que ele pudesse fazer na vida (de cachorro), tentando brincar com os galhos que faziam parte dos troncos das árvores. Maravilhoso!

Cenas como a de crianças brincando, sem se importarem com toda a movimentação de turistas, de pessoas vivendo as próprias vidas sem se preocuparem com a opinião alheia, de casais apaixonados frente a uma paisagem bucólica e sons relaxantes. Há imagens de vidas, pessoas, lugares que se fixam dentro de nós e nos fazem mais fortes, humanos e corajosos. Corajosos para enfrentar o que a vida nos oferece, sabendo que há muita coisa boa e bela para ser também vivida.

Kika